Atualização sobre o que penso do curso NABU e da educação canadense

Primeiramente, gostaria de pedir desculpas por ter desaparecido completamente, mas as coisas ficaram extremamente corridas desde janeiro.

Estou sempre recebendo mensagens de pessoas pedindo opiniões e ficando tristes ao lerem o meu relato sobre o curso NABU, da Capilano University. Agora, que estou praticamente terminando o meu segundo termo na faculdade, tenho novas reflexões sobre o curso e também sobre como é o ensino canadense.

Se a minha primeira experiência foi um puro tédio e eu achei tudo muito fácil, agora, fazendo cinco matérias, eu me sinto totalmente atolada de coisas para fazer e o nível de dificuldade subiu um pouco, mas nada de muito assustador (há quem discorde). Apesar de estar mais ocupada, eu ainda arrumei tempo de jogar vôlei toda terça-feira e fazer academia duas vezes na semana, e acho fundamental que as pessoas arrumem tempo de fazer coisas que gostam para viver melhor e conhecer pessoas novas.

Depois de praticamente sete meses estudando no Canadá, agora eu finalmente entendi o porquê dos professores não se considerarem professores, e sim, facilitadores. O motivo é simples: eles não são professores porque praticamente não ensinam muita coisa.

Então, como funciona?

Simples, você vai aprender praticamente tudo sozinho. Se não “sentar a bunda” na cadeira, ler os livros, fazer os exercícios e anotações, não espere aprender alguma coisa na sala de aula. Se essa forma de ensino é boa ou ruim, acho que o que pesa é a famosa “expectativa x realidade”.

O que também causa indignação é o fato de, na maioria das vezes, as aulas acabarem mais cedo porque o professor não tem nada para falar.

No meu caso, eu mantenho a minha posição de achar tudo muito decepcionante, mas tento me dedicar o máximo possível para, pelo menos, tentar fazer valer todo o dinheiro que a minha família investiu em mim. Até o momento, estou me saindo bem, inclusive em matérias que eu tenho muita dificuldade, como finanças, por exemplo. Mas, apesar de eu ter mantido um nível bom e tenho conseguido aprender muita coisa estudando sozinha, eu sei que nem sempre é possível aprender sem ter alguém te auxiliando.

O maior conselho que posso dar para as pessoas é vir com a expectativa baixa, não só em relação a como vai ser a vida aqui, mas também do que esperar do curso. Não é porque o Canadá é um país de primeiro mundo que a educação vai ser de primeiro mundo, principalmente para nós, meros imigrantes, que, na maioria das vezes, vamos estudar só com estrangeiros, com gente com o nível mais contrastante de inglês, o que acaba sendo um motivo para a qualidade questionável do curso.

 

 

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