Primeiras (segundas) impressões de downtown Vancouver após quatro anos

Hello! Antes de mais nada, preciso explicar o motivo da minha demora em postar: meu macbook não estava querendo conectar com o wifi do local que eu estava, então não tinha como eu atualizar o blog.

As minhas segundas impressões de Vancouver foram bastante parecidas com as da primeira vez de quando pisei em terras canadenses, em 2012. Nada normal do que voltar a uma cidade e tentar procurar por coisas novas ou alguma mudança, mas, a princípio, tudo pareceu estar exatamente igual, do mesmo jeito de outrora.

As ruas estavam iguais e até os outdoors pareciam ser os mesmos, mas como eu cheguei e fui direto para South Vancouver, região perto do aeroporto que é muito residencial, realmente seria difícil encontrar algo novo. No dia seguinte, quando cheguei na estação Marine Drive (Canada Line) para pegar o skytrain (metrô) rumo à downtown (centro), finalmente a primeira mudança: o “deserto” ao redor da estação deu lugar a um complexo de três prédios enormes, cheio de lojas, restaurantes, cafeterias e cinema. Marine Drive deixou de ser puramente um ponto de partida – ou chegada – e se transformou na Marine Gateaway.

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Quando morava naquela região, eu sempre reclamava que não tinha absolutamente nada para fazer e que a opção, então, era ir para a estação Oakridge 41st, ou downtown. Porém, agora, essa realidade mudou. 🙂

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Ao chegar em downtown a surpresa foi maior. Apesar de nenhuma mudança significativa na estética da cidade, o que notei com maior atenção foi a transformação das pessoas que por lá passavam. Se na outra oportunidade eu me impressionei com a quantidade de mendigos (conhecidos como homeless, ou seja, sem casa) espalhados por todos os quarteirões, dessa vez precisei andar bastante para encontrar um morador de rua. Para onde será que os mais de 1000 mendigos foram? Talvez alguns tenham morrido de overdose, outros tenham deixado as ruas para viverem nos shelters (abrigos) que a prefeitura disponibiliza e, quem sabe, outros tenham consigo algo melhor do que pentelhar as pessoas em troca de alguns centavos?!

O que também me impressionou foi a quantidade de pessoas falando em inglês. Não sei se a minha percepção da língua hoje é maior do que em 2012, mas o fato é que até os asiáticos estavam falando inglês, o que era raridade. Para quem não sabe, Vancouver nada mais é do que uma mini China. Obviamente, essa regra da língua não se aplica ao asiáticos idosos, que também são canadenses, mas nunca se deram o trabalho de aprender inglês.

Além dessa mudança, também percebi que não tem tantos brasileiros (ou pelo menos eles não estavam lá enquanto eu caminhava pelas ruas) como em 2012, quando parecia que tinham 100 brasileiros por metro quadrado. Apesar disso, os dados mostram uma realidade diferente: já são quase seis mil compatriotas vivendo em British Columbia, estado no qual Vancouver se encontra. Pode-se dizer que aqui é o novo puxadinho do Brasil.

 

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Roubo do pneu de uma bicicleta. E é assi mesmo, na cara dura, no meio do dia

 

Como nenhuma cidade é perfeita, alguns problemas específicos da cidade continuam existindo. O exemplo mais clássico é o roubo de bicicletas ou o furto dos pneus ou da corrente.

 

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Graville Street

 

A Granville Street, uma das principais ruas do centro da cidade (acredite, quando você vier aqui vai sempre ter essa rua como referência para tudo), continua com aquele cheiro horrível de maconha. Entretanto, os maconheiros que adoravam ficar o dia todo por lá desapareceram, mas o cheiro continua.

Por fim, para a minha tristeza, a Chapters, minha biblioteca favorita, localizada na Robson Street, fechou. Fiquei procurando por muito tempo, achando que eu tivesse no lugar errado ou que não lembrasse mais o endereço, mas assim que botei os pés no local onde a biblioteca ficava, tive a certeza de que ela não existia mais. Crise no mundo dos livros, fazer o quê?

 

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