De volta a Vancouver depois de quatro anos – a saga até o Canadá

Sábado, 20 de agosto.

As minhas últimas horas em Belo Horizonte foram ótimas. Além dos meus pais e irmão, minha tia e uma das minhas melhores amigas foram para minha casa. Inclusive, eu ganhei da Fernanda – a tal amiga – um livro com um par de meia dentro. Quem assistiu Harry Potter vai entender, senão é melhor deixar pra lá.

Chegando em Guarulhos, consegui acesso à internet e fiquei assistindo à final do futebol masculino nas Olimpíadas e não demorou muito para um indiano, que veio ao Brasil ser voluntário durante os jogos, pedir para assistir comigo. Conversar com ele me fez lembrar de uma das principais dificuldades de se morar em Vancouver: entender o inglês que as pessoas falam no meio de tantos sotaques, sendo alguns péssimos e outros relativamente bons.

A viagem rumo à Cidade do México foi bem melhor do que esperado. Viajei pela Aeroméxico e confesso que estava preocupada com a quantidade de reclamações existente sobre a empresa que eu li na internet. No meu caso, só tenho a reclamar da demora em enviar as malas pro carrossel. Tirando isso, só tenho elogios. Voei de classe executiva e acho que, a partir de agora, só entro em um avião de novo se for do mesmo jeito, hahaha. Brincadeiras à parte, quem também contribuiu para que as quase 11 horas de voo fossem agradáveis foi o Aric, (leia-se Eric), um chines-americano que viajou do meu lado. Ele estava no Brasil a trabalho e simplesmente amou os brasileiros, a língua portuguesa, e não sossegou enquanto não aprendeu a falar “são” e palavras terminadas em “ão”. Ah, ele também me perguntou o que significa a expressão “HOJE TEM”, hahaha.

Domingo, 21 de agosto.

Chegando no aeroporto do México, bateu um desespero ao perceber que não tinha wifi disponível e eu teria que ficar lá quase 12 horas sozinha. Fui prepara para assistir a clássica série The Sopranos, mas eu não conseguia me concentrar em nada. Passados quase três horas sozinha, entrei num restaurante e passei perto de um casal (o homem era americano e a mulher brasileira) que estava no mesmo voo que eu. Acho que eles ficaram com pena de mim e me chamaram para sentar na mesa deles. Acabou que o Lee e a Beta foram as melhores companhias pelas quais eu poderia ter pedido. Os dois também amam vôlei e, assim como eu, só entraram no restaurante pra poder assistir à final olímpica entre Brasil x Itália. 

Eles são missionários de uma igreja na California e passaram o último ano morando em Camarões dando aula de educação física para crianças carentes. Ouvi tantas coisas legais que me fizeram lembrar o que eu mais gosto no jornalismo: poder embarcar nas histórias de vida das pessoas. 

O voo de México para Vancouver também foi tranquilo, mas o avião não oferecia tanto conforto quanto o primeiro. Quando cheguei, às 23h, fiquei com uma sensação estranha, sem saber direito o que sentir, afinal, eu realmente não esperava que fosse voltar.

Para a minha sorte, o oficial que me atenção na imigração era muito gente boa e praticamente não fez perguntas, diferente de algumas outras pessoas que passaram por um verdadeiro interrogatório. O oficial olhou para mim, riu, e falou “que espertinha, esperou as Olimpíadas acabarem pra viajar” e depois continuou falando dos jogos que ele assistiu. No mais, só me perguntou quanto tempo eu ia estudar, pediu meus documentos e imprimou o visto de trabalho.

Madrugada de segunda, dia 22 de agosto.

Depois disso, finalmente chegou a hora de eu rever a minha antiga homestay family. Fiquei um pouco aflita, com medo de ser um pouco constrangedor, mas assim que a Gilda (hostmother) me viu, ela saiu correndo e me deu um abraço. Em seguida, apareceu o Robert e, obviamente, zoou o fato de eu ter trazido três malas pesadíssimas, mais uma mochila e uma bagagem de mão. No mais, parecia que nós éramos super íntimos e tudo fluiu de uma forma bem legal.

No meio do caminho para a casa, observei atentamente as ruas e a minha memória começou a despertar. Chegando em casa, não demorou para eu reconhecer o cheiro do lugar e quase tudo parecia estar exatamente igual. Como não poderia ser diferente, assim como em 2012, dessa vez eu também passei mal devido à mistura de ansiedade, medo de voar + comida mexicana no meu sistema.

Já dormi, já acordei, já dormi de novo e, apesar do dia estar bem bonito e extremamente quente, eu decidi não sair e ficar em casa, porque ainda não estou me sentindo 100%. Amanhã irei para o coração de Vancouver (downtown) e faço um post de primeiras (segundas) intenções.

Bye :*

 

 

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2 comentários sobre “De volta a Vancouver depois de quatro anos – a saga até o Canadá

  1. Olá!
    Nossa imagino o turbilhão de sensações pelo qual você está passando…senti isso quando retornei à Europa… um misto de saudade, com deslusbramento com a cidade com a qual tanto sonhou e de não saber o que fazer primeiro, agora que é pra valer! Mas já já essa “anestesia” passa e suas novas histórias canadenses estão só te esperando para serem formadas! Enjoy!

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